Produtor rural opina sobre risco de multas por acesso do gado a rios
Em entrevista à Rádio Cultura FM, Dartagnan Queiroz comenta reportagem que acendeu debate no campo sobre fiscalização em APPs, multas de até R$ 5 mil por hectare e a necessidade de orientação técnica para evitar infrações ambientais.

Dartagnan Queiroz deu opinião sobre o assunto durante entrevista ao RCN Notícias (Foto: Nestor Júnior)
A cena é comum em milhares de propriedades rurais brasileiras: o rebanho descendo até o rio para matar a sede. No entanto, dependendo da forma como essa prática é conduzida, o produtor pode ser penalizado.
O ponto central da discussão não é se o gado pode ou não beber água no rio, mas como isso ocorre. O alerta tem como base o Código Florestal Brasileiro, que em seu artigo 9º permite o acesso de animais às Áreas de Preservação Permanente (APPs) para dessedentação. A permissão, porém, é condicionada à preservação ambiental.
De acordo com a legislação, a atividade não pode comprometer a função ambiental da APP, nem provocar degradação da mata ciliar ou caracterizar exploração produtiva da área protegida. Quando há grande número de animais com acesso livre e diário às margens, causando pisoteio constante e destruição da vegetação, a prática deixa de ser considerada apenas “matar a sede” e passa a ser entendida como atividade pecuária dentro de APP — o que é proibido.
As penalidades estão previstas no Decreto 6.514/2008, que regulamenta sanções administrativas por infrações ambientais. A multa para degradação de APP pode começar em R$ 5.000 por hectare, além da possibilidade de enquadramento na Lei de Crimes Ambientais.
O debate reforça a importância da informação e da orientação técnica no campo. Especialistas destacam que medidas como cercamento de APPs, instalação de bebedouros artificiais e manejo rotacionado podem evitar autuações e, ao mesmo tempo, garantir a preservação dos recursos hídricos.
A discussão segue mobilizando o setor agropecuário, especialmente diante do avanço das tecnologias de monitoramento e da fiscalização ambiental cada vez mais rigorosa.
Compartilhar esta notícia
Notícias Relacionadas

Psicóloga alerta para sinais de violência e defende ação conjunta para romper ciclo de agressões
Ana Carolina explicou que a violência doméstica costuma começar de forma sutil, com controle, ciúmes e perda de liberdade, e destacou a importância do acompanhamento psicológico de vítimas e agressores.

Golpe do falso advogado ganha nova versão com voz clonada por IA e já faz vítima em Aparecida
Presidente da OAB de Aparecida do Taboado alerta população para abordagens com pedidos de dinheiro e dados bancários e orienta clientes a confirmarem qualquer solicitação diretamente com o escritório.

Novas siglas IBS e CBS passam a integrar notas fiscais e exigem adaptação das empresas
Contadora explica que mudança faz parte da transição da reforma tributária e orienta empresários a atualizarem sistemas para evitar problemas fiscais.
Comentários
Sistema de comentários em breve!
Estamos trabalhando para trazer uma experiência incrível de interação.
Em breve você poderá comentar e interagir com outros leitores.